Aquele porre gostoso de uma sexta-feira tediosa

Aquele dia que se estende a semana toda, sem pausa pra um breve suspiro que alivie ao menos o peso do meu próprio corpo.


Contaria os dias se soubesse com exatidão o dia exato onde tudo da certo e nada me tire a paz.

Sem previsão, caminha as horas, os dias, um após o outro, sem pressa, mas também sem demora.

Gritaria pelo dia, bradaria pelo tempo sem meu folego poupar, só pra ter um breve agora, se não fosse pedir exaustivamente demais.

Mas que tolice minha, falar pelos cantos encharcados, alimentar essa sede do gosto do porre de uma sexta-feira.

Descanso, quanto mais rápido adormecer, mais rápido o tempo passa, sempre funciona e ele chega sem pressa, mas também sem demora.

Seis dias e seis noites; tão previsível estar aqui, embriagado de você, até perder o rumo da vigésima quarta casa do tempo, sem tic, sem toc.

O agora se estende, quando não se tem noção do tempo e você, esse porre, duraria como um felizes para sempre.

Por Lyu Somah
Fotografia Beto Mendes

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