Ex-agente da CIA afirma que qualquer governo pode ouvir conversas pelo seu celular
Um ex-oficial da CIA fez um alerta que reacendeu o debate sobre privacidade digital: segundo ele, praticamente qualquer agência governamental do mundo possui capacidade técnica para acessar dispositivos eletrônicos, incluindo celulares, notebooks e até câmeras conectadas.
A declaração foi feita por Jason Hanson, ex-agente da CIA que trabalhou durante sete anos na agência e atualmente atua como consultor de segurança e especialista em inteligência.
Durante uma entrevista ao canal LADbible Stories, Hanson afirmou que muitas pessoas acreditam estar protegidas apenas por utilizarem determinados aparelhos, mas, na prática, isso não impediria uma agência de inteligência de monitorar um alvo especÃfico.
Segundo ele, qualquer órgão governamental com recursos suficientes pode acessar informações obtidas por celulares, laptops e outros dispositivos eletrônicos caso exista interesse na investigação. Hanson ressalta que isso representa uma capacidade técnica, e não necessariamente que todas as pessoas estejam sendo monitoradas o tempo todo.
Por que ele usa um celular antigo?
Apesar de conhecer profundamente o funcionamento das tecnologias modernas, Hanson revelou que utiliza um telefone do tipo flip phone (celular de abrir), modelo bastante popular antes da era dos smartphones.
Ele explica que a escolha reduz o rastreamento por aplicativos, serviços de localização e coleta constante de dados realizada por diversas plataformas digitais.
Mesmo assim, ele admite que, caso uma agência realmente queira monitorá-lo, o aparelho antigo também não impediria esse tipo de vigilância.
Outra recomendação do ex-agente chamou atenção.
O alerta sobre redes Wi-Fi públicas
Além da preocupação com os dispositivos, Hanson fez outro alerta relacionado ao uso de redes Wi-Fi gratuitas.
Ele afirmou que evita conectar seus aparelhos a redes públicas sem utilizar uma VPN (Rede Virtual Privada), tecnologia que criptografa o tráfego de dados e dificulta a interceptação das informações.
Segundo Hanson, utilizar redes abertas sem esse tipo de proteção aumenta significativamente os riscos de exposição de dados pessoais, especialmente em hotéis, aeroportos, cafeterias e outros locais públicos.
Como aumentar sua privacidade digital
Independentemente das declarações do ex-agente, especialistas recomendam algumas práticas para reduzir riscos:
Embora nenhuma medida elimine completamente os riscos, essas práticas ajudam a fortalecer a segurança e a privacidade no uso diário da tecnologia.
Conteúdo elaborado por Lyu Somah, com base em informações do LADbible, Android Central e Business Standard.
A declaração foi feita por Jason Hanson, ex-agente da CIA que trabalhou durante sete anos na agência e atualmente atua como consultor de segurança e especialista em inteligência.
Durante uma entrevista ao canal LADbible Stories, Hanson afirmou que muitas pessoas acreditam estar protegidas apenas por utilizarem determinados aparelhos, mas, na prática, isso não impediria uma agência de inteligência de monitorar um alvo especÃfico.
Segundo ele, qualquer órgão governamental com recursos suficientes pode acessar informações obtidas por celulares, laptops e outros dispositivos eletrônicos caso exista interesse na investigação. Hanson ressalta que isso representa uma capacidade técnica, e não necessariamente que todas as pessoas estejam sendo monitoradas o tempo todo.
Por que ele usa um celular antigo?
Apesar de conhecer profundamente o funcionamento das tecnologias modernas, Hanson revelou que utiliza um telefone do tipo flip phone (celular de abrir), modelo bastante popular antes da era dos smartphones.
Ele explica que a escolha reduz o rastreamento por aplicativos, serviços de localização e coleta constante de dados realizada por diversas plataformas digitais.
Mesmo assim, ele admite que, caso uma agência realmente queira monitorá-lo, o aparelho antigo também não impediria esse tipo de vigilância.
Outra recomendação do ex-agente chamou atenção.
Quando precisa participar de reuniões consideradas realmente confidenciais, Hanson afirma que deixa completamente de lado qualquer equipamento eletrônico.
Segundo ele, celulares, relógios inteligentes, tablets e notebooks ficam no hotel ou em casa. As conversas acontecem apenas presencialmente, preferencialmente em locais abertos, como parques, onde haveria menos dispositivos eletrônicos ao redor.
Na visão do especialista, quem realmente precisa proteger informações sensÃveis deve evitar qualquer aparelho conectado durante essas conversas.
Segundo ele, celulares, relógios inteligentes, tablets e notebooks ficam no hotel ou em casa. As conversas acontecem apenas presencialmente, preferencialmente em locais abertos, como parques, onde haveria menos dispositivos eletrônicos ao redor.
Na visão do especialista, quem realmente precisa proteger informações sensÃveis deve evitar qualquer aparelho conectado durante essas conversas.
O alerta sobre redes Wi-Fi públicas
Além da preocupação com os dispositivos, Hanson fez outro alerta relacionado ao uso de redes Wi-Fi gratuitas.
Ele afirmou que evita conectar seus aparelhos a redes públicas sem utilizar uma VPN (Rede Virtual Privada), tecnologia que criptografa o tráfego de dados e dificulta a interceptação das informações.
Segundo Hanson, utilizar redes abertas sem esse tipo de proteção aumenta significativamente os riscos de exposição de dados pessoais, especialmente em hotéis, aeroportos, cafeterias e outros locais públicos.
Ele também falou sobre a importância de usar uma VPN enquanto navega na internet (LADbible Stories)
O que especialistas destacam sobre essas afirmações?
Embora Hanson afirme que governos possuam capacidade para comprometer dispositivos eletrônicos, especialistas em segurança digital costumam fazer uma distinção importante: ter capacidade técnica não significa que todos estejam sendo monitorados constantemente.
Casos revelados por vazamentos, como os documentos conhecidos como Vault 7, mostraram que agências de inteligência desenvolveram ferramentas capazes de explorar vulnerabilidades em celulares, computadores e outros equipamentos. Entretanto, essas técnicas costumam ser utilizadas em operações direcionadas contra alvos especÃficos, e não como uma vigilância indiscriminada de toda a população.
Embora Hanson afirme que governos possuam capacidade para comprometer dispositivos eletrônicos, especialistas em segurança digital costumam fazer uma distinção importante: ter capacidade técnica não significa que todos estejam sendo monitorados constantemente.
Casos revelados por vazamentos, como os documentos conhecidos como Vault 7, mostraram que agências de inteligência desenvolveram ferramentas capazes de explorar vulnerabilidades em celulares, computadores e outros equipamentos. Entretanto, essas técnicas costumam ser utilizadas em operações direcionadas contra alvos especÃficos, e não como uma vigilância indiscriminada de toda a população.
Como aumentar sua privacidade digital
Independentemente das declarações do ex-agente, especialistas recomendam algumas práticas para reduzir riscos:
- Manter o sistema operacional e aplicativos sempre atualizados;
- Utilizar autenticação em dois fatores;
- Evitar redes Wi-Fi públicas sem proteção;
- Usar VPN em conexões desconhecidas;
- Revisar regularmente as permissões concedidas aos aplicativos;
- Desativar microfone e câmera para apps que não necessitam desse acesso.
Embora nenhuma medida elimine completamente os riscos, essas práticas ajudam a fortalecer a segurança e a privacidade no uso diário da tecnologia.
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